
radares de velocidade na Ponte Vasco da Gama
Data: Monday, May 10 @ 23:46:31 CEST Tema: Segurança Rodoviaria
Está quase aprovado o estatuto legal para a activação dos radares de velocidade na Ponte Vasco da Gama. Os aparelhos já estão instalados no tabuleiro, para avaliação, e devem começar a “disparar”, sobre quem circule acima dos 120 km/h, ainda em 2004
POR Jorge Flores - FOTOS Kevin Knight
ABRIL 2004
Olha o boneco!
Os amantes das corridas de automóveis “urbanas” estão quase a perder um dos principais “circuitos” eleitos para as suas performances competitivas. Isto porque, segundo a AutoMotor apurou, o tabuleiro da Ponte Vasco da Gama contará, ainda este ano, com a presença de radares de velocidade fixos.
Isso mesmo deu conta à nossa revista o capitão Lourenço da Silva, da Brigada de Trânsito (BT) da GNR: “Tanto quando sei, ainda não há radares na Vasco da Gama. Mas é verdade que existe um projecto a ser apreciado actualmente pela Direcção-Geral de Viação (DGV) nesse sentido. Mas, como digo, ainda está em fase de avaliação do equipamento e da devida homologação.”
Ainda em 2004, a Ponte Vasco da Gama terá radares preparados para “disparar” sobre quem ultrapasse os limites
de 120 km/h previstos para o tabuleiro
Mais vale, portanto, assegurar que o velocímetro não passa mesmo dos 120 km/h, pois, caso contrário, muito em breve (e sem nota de pré-aviso), os radares começarão a “disparar” sobre quem circule a 130 km/h…
“Foto” de frente
Adiante-se ainda que estes radares, tal como garantiu fonte da DGV, há muito que se encontram colocados no tabuleiro, “mas apenas com o objectivo específico de controlar o tráfego, para a eventualidade de acidentes”. O mesmo interlocutor afirma desconhecer a existência de qualquer acordo entre a DGV, a Brisa e a Lusoponte para atribuir uma acção fiscalizadora aos aparelhos (contactada a concessionária das pontes sobre o Tejo, ninguém se mostrou disposto a comentar o assunto, remetendo-nos para a BT…).
Há ainda uma outra particularidade a ter em consideração, nomeadamente para os mais tímidos: a conservarem a discreta posição actual (imediatamente abaixo dos pórticos informativos de velocidade), quando activadas, as ópticas dos radares passarão a apanhar de frente os incautos automobilistas, que não poderão sequer alegar que não eram eles próprios quem seguia ao volante…
À imagem da VCI
A fórmula encontrada (ou ainda procurada) para a Vasco da Gama é idêntica à já utilizada na Via de Cintura Interna (VCI) do Porto, dado que os radares estão afixados junto aos painéis informativos. Só que, mesmo depois de aprovados os aparelhos pelo Instituto Português da Qualidade (IPQ), os contornos legais não serão tão fáceis. Como adiantou Lourenço da Silva, “não basta colocar lá os radares”… “A Lusoponte é uma empresa privada, uma concessionária, com fins lucrativos. E estes processos têm de ser muito sérios, não basta lá instalar os radares. Isso é o mais fácil. E depois, quem é que gere? Quem é que fiscaliza?”, pergunta-se o oficial da BT . Para mais, no caso da VCI, é à Câmara do Porto que pertence a tutela do trânsito, sendo, pois, legítima esta fiscalização dos excessos de velocidade.
Resta agora saber se não será este modelo legal a definir para a Vasco da Gama o primeiro passo da colocação, também no interior das cidades, a Norte e a Sul do País, destes radades de controlo de velocidade
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